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24 de novembro de 2010

4 de novembro de 2010

Feel free to walk away

É raro telefonar para alguém. Não sou pessoa de ligar só para saber se está tudo bem. Os dois telemóveis são só para enganar. As más noticias correm depressa e as boas voam, portanto, só ligo se tiver algo a dizer ou a saber e não para smalltalk. I can’t do smalltalk, ever. As queixas são sempre as mesmas: “nunca ligas, desnaturada”, “não me ligas nenhuma”, “se não for eu a ligar…”, and so on. Mas aqui é onde eu faço a distinção. Porque há aqueles que ficam chateados, amuam e deixam de ligar e aqueles que se queixam, me chateiam e mandam bocas, mas que, continuam a ligar porque sabem que eu sou uma desnaturada aparente e que, o facto de não agarrar num telefone a toda a hora, não significa que não gosto, não me preocupo ou não quero estar com. E são estes últimos e só estes, aqueles que fazem de mim uma privilegiada. Por os ter.

23 de outubro de 2010

25 de setembro de 2010

"Mais um mês aqui e eramos donos disto"

Em conversa, by mail as usual, com os meus colegas da faculdade, lembrei-me de uma noite em Puerto Plata, em 1999, so they say, daquelas mesmo muito desgraçadas (as minhas fotografias dessa noite estão censuradas), em que começamos a escrever, nuns maços de Marlboro vazios, brilhantes afirmações proferidas entre nós, no auge da desgraceira. Bem, auge, digo eu, porque se há coisa de que me lembro dessa viagem, é que a desgraceira foi só uma, mas constante durante uma semana inteira. Anyway, onze anos depois e ainda tenho esses maços guardados na minha carteira. So lame, eu sei.

Não sei por que me dá para guardar esta memorabilia, o que é certo é que, alguns dos momentos especiais da minha vida, para além de memórias "das boas", estão presos em objectos que guardo, quase que, religiosamente.

1 de setembro de 2010

Obrigada

As provas de amizade têm formas estranhas. Hoje tive uma. Inesperada, nem tanto. Em forma de um café. Assim, rapidinho. Mas, valeu por horas de teorização, sobre o efeito dos raios gama no comportamento de uma flor qualquer. Sim, eram margaridas. Eu sei.

23 de agosto de 2010

Os meus silêncios

Não são raras as vezes que passo por antipática ou arrogante, por causa da minha mania de estar “à parte”. Em silêncio. Recém chegada a um grupo, tento ver, por onde posso entrar. Gosto de observar. Sentir as sinergias e analisar a interacção entre as pessoas. De longe. Perceber onde, ou se, há espaço para mim. Falo pouco, oiço muito. Para perceber se me sinto bem ali. Ou não.

Com os meus amigos, os do coração, acontece a mesma coisa. Tenho dias em que falo até me mandarem calar, mas na sua maioria não falo muito. Não sei puxar conversa, nem manter conversas da treta. Não considero os silêncios incómodos. Gosto de os ouvir. Mas sei que, na maioria dos dias, me sinto bem.
 

4 de julho de 2010

Do fim de semana

A despedida de solteira. Não a minha, que essa já foi, há muito tempo. O Algarve. As miúdas. A piscina. Com golfinhos. O sol. Calor, muito. Bikinis e Havaianas. As playlists do IPod. Os 80's. The Killers. Sempre presentes. Os shots de vodka de pêra. Kings of Leon no Liberto's. Inesperado. As caipiroscas de uva preta. A DJ Sexation. A T'shirt verde e os convites para café. O descanso. Os mergulhos, que me limpam a alma. Os risos e a conversa jogada fora. A repetir, meninas.

14 de junho de 2010

Ainda os Santos

E as festas na Igreja? Aí sim, comemorávamos os Santos à séria. Dessas festas, gostava. Eram as primeiras saídas à noite. Tínhamos ordem de soltura até mais tarde, porque havia sempre algum adulto conhecido, por perto. E estavamos no adro da Igreja, bolas!
Mas conseguiamos, sempre, fugir para saltar à fogueira ou para ir namorar no jardim. Compravamos rifas até não termos braços para levar tanta tralha para casa e bebiamos cerveja às escondidas - estavamos a contribuir, de forma benemérita, para a conservação do edifício da Igreja. O facto de ser a pagar álcool, era uma penitencia por nós assumida.
E numa dessas festas, pediram a minha mão ao meu pai. Obviamente, ele ofereceu as duas. As dele, claro. Assim, fechadinhas, em forma de punho.

Os putos, agora, já não saltam à fogueira, pois não? Deve haver uma teoria qualquer de que, se o fizerem, correm o risco de se transformarem em pirómanos loucos, ou qualquer coisa assim do género.

26 de maio de 2010

E...

...quando nos esquecemos do aniversário de uma amiga (desnaturada, eu), tulipas entregues no local de trabalho, parece-me um pedido de desculpas apropriado, ou não?


Tulipas, sempre tulipas. Just in case, alguém me queira oferecer flores. Assim, um dia. Só porque sim.

23 de maio de 2010

De ontem

O reencontro. O "Guilherme". Os caracóis e as imperiais. O álbum de fotografias. Os anos e os quilos a mais. Os filhos e os casamentos. As memórias em catadupa. Os afectos. As tradições. Os pais e os irmãos. Os namoros e as confusões. As tardes na praceta e as noites no café. A música. O tentar pôr em dia, a conversa de mais de uma década. As moradas e os telemóveis. As faltas imperdoáveis. A indecisão do destino, as always. As saudades. Muitas.

Obrigada, Sr. do Facebook. Temos de repetir.

22 de maio de 2010

E sim...

...ao fim de quase vinte anos, tive de explicar à minha mãe, qual a importância do limoeiro.

20 de maio de 2010

O limoeiro

Quando me disse que tinha dado por ele a rir sozinho, ao passar por lá, antecipei a resposta. Só havia uma possibilidade: o limoeiro. Entre gargalhadas, fomos trocando memórias daquelas festas. Os banhos de piscina, a bola de espelhos e a luz fluorescente, os míticos e ansiados slows, os arranjinhos de adolescentes com as avós a controlar. Afinal, tínhamos o quê? Treze anos? Catorze?

Lembrei-me depois, que tinha uma cassete, cheiinha de músicas lamechas dos 80’s. Ouvia em ininterruptamente (claro), todas as noites, até adormecer. No walkman. Debaixo da almofada e com uns phones enormes. Beverley Craven, com Promise me, era a primeira música (eu disse lamechas). A segunda era, uma daquelas lindas, das Bananarama (sim, sim, fui ver Metallica esta semana). Mas o Promise me, era a música dele. Sempre foi. E ainda hoje, quando a ouço, é inevitável não sorrir. E lembrar-me do limoeiro.

No meio da risota, ainda me fiz de envergonhada: Tinha de ser… Tinhas de te lembrar disso…
Oh pah Cat, mas toda a gente sabe do limoeiro…

16 de maio de 2010

O Elefante

Tenho uma amiga que diz, que eu sou um elefante numa loja de cristais. Que levo tudo à frente, não meço as palavras e quando me calo, basta olhar para mim, que se vê na minha cara tudo o que estou a pensar. É verdade. That's me. Uma bestinha. Não é à toa que, já vou pondo moedas em adiantado na caixa põe-lá-aqui-cinco-cêntimos-por-cada-asneirada-que-dizes que temos no trabalho. Menos mal que pensamentos não contam, porque senão, mais valia pagar-lhes o jantar e pronto. Todos os jantares, assim, tipo, durante um mês. Bruta.

6 de maio de 2010

Conversas perdidas

Falamos de amores. E desamores. Falamos de nós. E deles. De sentimentos e de racionabilidade. Falamos de romantismo. Ou não. De quem gosta de jantares à luz de velas ou de uma queca bem dada. Ou de ambos.
Fomos víboras, como só nós sabemos ser.
Falamos a sério. Dissemos disparates. Muitos disparates.
Raw emotions. Sem meias palavras.
Rimos. Alto. Emocionamo-nos. Gostei.

Thank you, girls.

Afinal...

...até foi um bom dia.

2 de maio de 2010

Boas manhãs, aquelas...

...em que chegava à faculdade às oito da manhã e jogava à sueca até ser hora de almoço. Aquelas em que fugiamos para o Colombo, até ter de ir trabalhar. Das boleias no Toyota de '74. As horas perdidas ao telefone, depois de termos estado juntos toda a manhã. As idas ao Plateau. A viagem à Republica. As tardes de estudo, com todos em minha casa. Tenho saudades deles. Daqueles que realmente valiam a pena. De nós os seis, principalmente. Dos risos e da galhofa. De estarmos juntos todos os dias. Dos sonhos e ambições. Da liberdade e ingenuidade da altura. Da ideia de nos reformarmos aos 35. Da naturalidade com que iamos ser felizes.

Por conta de umas interessantes conversas de final de tarde, fui desencantar as fitas da faculdade, da arrecadação dos meus pais. A ideia era ler uma fita em concreto, mas não resisti e reli umas quantas. Li as deles. Dos cinco. Daqueles com quem falo muitas vezes, mas dos quais tenho saudades. Saudades de os ter ao pé de mim. Para rir e falar de sonhos. Nem que fosse só para jogar à sueca.

Para apreciadores

Lagavulin. Mas, com água. Puro, parecia que estava a lamber madeira.

11 de abril de 2010

Eu prometi...

...mas não me lembro. Vá-se lá saber porquê.

Oh Kat, como é que era mesmo a história do fígado? Tinha qualquer coisa a ver com uma carroça?

Aberta a Summer Season, mais um excelente jantar de Taberneiros.

Pena que alguém faltou à tentativa de videoconferência.