22 de junho de 2012

No meu canto

Ando há dias a tentar escrever sobre as minhas fragilidades, sem sucesso. Pior que senti-las é assumir que as tenho. Não passa por um “não sou capaz”, são defesas em baixo e portas abertas, como que a convidar, em silêncio, emoções indesejadas.
Normalmente, posso tudo, recuso auxílios e apoios, mesmo que os anseie fervorosamente e em segredo. Eu consigo. Consigo fazer, consigo aguentar, consigo sentir. O facto de ter ou não o controlo no destino, nunca é variável a considerar. Testo-me até ao limite, com os riscos em consciência, mas sem querer saber das consequências. Em mim. O mal que me fará a eventual desilusão, de algo por concretizar.

E o grito de ajuda vem mesmo naquele último milésimo de segundo que pode definir um fracasso. E mesmo assim, ouço-o sempre antes de dar conta de que fui eu quem gritou.

19 de junho de 2012

Uns queridos...

Ao chegar a casa, dou conta de que andei todo o dia com brincos de pares diferentes. Mulas, não houve uma alma que me avisasse.

Momento fashion do dia

É sabido que trabalho numa grande superfície. Engana-se quem pensa que isso é uma coisa boa, que não é. É giro no início das colecções, mas depois, já não há pachorra para tanto trapo. Além disso, moro em frente a um centro comercial. Não vá ser desafiada por alguém, não meto lá os meus pés. E aos fins-de-semana, mais lojas, nem pensar. Portanto, roupa de verão, só a que me serve do ano passado e ainda assim, mal.

Decidi passar pela concorrência a ver se comprava alguma coisa mas, tudo o que vi, ou não tem ponta por onde se lhe pegue – estas coisas dos diferentes comprimentos atrás e à frente e a misturada de texturas e tendências, não são para mim – ou já estão mais que vistas nos “hoje vou assim” das fashion bloggers por essa blogo fora - um enjoo, sério, a mesma peça vista em quinze blogs diferentes, por muito gira que seja, não há quem aguente - ou all of the above. Além disso, os preços das lojas da Coruña estão ridiculamente caros, visto estarmos a falar de fast fashion, com tecidos de qualidade bem duvidosa e acabamentos manhosos.
Portanto, continuo sem ter que vestir.

2 de junho de 2012

Feira das Vaidades #8 e #9


Nos pés, Gloria Ortiz, velhinhos, com muitas visitas ao sapateiro para serem recuperados. Uma das melhores compras que fiz, super versáteis e confortáveis. Fico triste de os pôr de lado, mas já não têm ponta por onde se lhes pegue.
Os novos, da Zara. Baratos e não vão durar metade do tempo dos outros. Servem para remediar a incapacidade de encontrar o par de saltos nude ideal. 

                                                                                                                         Photo taken with Instagram.

31 de maio de 2012

Working on it. Don't quit on me just yet.

Agora, sem batota. Falta um post para deixar a Inês contente. Devia tentar escrever algo de jeito. Falar das férias ou publicar um número exagerado de fotografias. Já disse que vi um dos pores-do-sol mais inebriantes da minha vida? Ou uns sapatos. Sempre fugia pelo caminho fácil da futilidade e deixava as coisas sérias para outra vez. Também posso falar das artroses de um dos meus gatos. Sim, artroses, a meio caminho de uma hérnia discal. Gato fino o meu, que come que nem uma lontra e agora está proibido de saltar para o alto das estantes do escritório. Tirando isso, só a volta ao trabalho, que ao fim de quatro dias já me faz sonhar com as férias outra vez.
Sinto falta de ter vontade de escrever. Ou melhor, sinto falta de escrever com o coração. Perco-me na racionalidade do dia-a-dia e deixo as emoções escondidas. Penso demasiado em cada palavra, em cada frase. Não dá gozo escrever assim, como se estivesse a resolver uma equação matemática. Como solução da variável, só há uma hipótese, a correcta. Branco ou preto. Faltam-me as shades of grey.

Oh, gaita...

Com este, já só falta um.

E se vos disser que...

...ando a pensar em começar outro blog?


Mais específico. Começa assim: Sempre que volto de férias, venho cheia de intenções. Intenções em escrever o relato dos dias, as críticas aos hotéis no TripAdvisor, fazer os álbuns das fotografias. Claro que fica tudo por fazer. Por tempo, paciência ou outra coisa qualquer. Ficam as intenções. 
Este ano decidi deixar-me de tretas e fazer o que gosto. Já que não posso andar sempre a viajar, vou escrever sobre o (pouco) que já vi, senti e vivi. 

Portanto...

A Inês, que também tem o blog a fazer anos hoje, ide lá, que ela escreve bem melhor que eu e além disso, ainda fala sobre livros como ninguém, quer cinco posts.

Este é o segundo.

A ver se ressuscitamos isto...

Aparentemente, esta chafarica faz hoje cinco anos...

8 de maio de 2012

Note to self

Tomar um revitalizante banho de imersão, não é assim tão tranquilo e poético quando, numa casa com três casas de banho, a única banheira, está na casa de banho "dos gatos".

20 de abril de 2012

Quase 40 anos...

E os meus pais ainda perguntam "mas tu foste trabalhar assim vestida?"...

As if...

Do Coelho

"A major karmic debt owed to you will probably be paid off today. (...) It’s about time. You’ve been waiting long enough."

Se o karma me deve alguma coisa, não sei se devo aceitar. É que eu também sou uma bitch de vez em quando...

18 de abril de 2012

Drinha...

Vendo bem as coisas, temos uma vida inteira de histórias em conjunto. De empatia. Risos e lágrimas. De sonhos e planos, a solo ou a duas, concretizados ou não. Da partilha de segredos, dores, alegrias, pessoas que (não) ficam, memórias, más fotografias, “transmimentos de pensação”, aventuras e de experiências de vida. Da família que se escolhe. De despedidas e afastamentos, propositados ou não. De reencontros. De tanto, que não há palavras que o descrevam. Das saudades que a “vida dos adultos” provoca.
E desta vez, vão provocar muitas. Mas estou aqui, sempre, a torcer por ti.

Apropriado à ocasião e nunca o disse antes, mas tudo o que senti, naquele meu primeiro fim-de-semana sozinha em Madrid, quando atendi o telefone do quarto e ouvi a tua voz do outro lado, foi o catalisador que precisava para seguir em frente e não desistir de tudo. 
Não te vai acontecer o mesmo, é certo, mas se alguma vez sentires dúvidas, eu telefono-te.

16 de abril de 2012

Alguém que me explique...

É suposto levantarmos este país, certo? É suposto trabalharmos, descontarmos, contribuirmos e levarmos isto para a frente. É isto não é?
Então, não entendo porque continuamos a exportar os bons. A deixá-los sair, isto quando não os empurramos para a porta, para fazer crescer outros países e contribuir para outras contas.
Não entendo a política de recursos humanos das nossas empresas, em que o capital humano é dispensável e o know how um mero detalhe. Quem fica que se oriente...
Eu fico, mas fico triste. E furiosa.


(Nota-se muito que já são três?)