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22 de junho de 2010
Crónicas da mesa do café IX
Outra pestana. Outro desejo. Inconscientemente, vagueio pelo mesmo caminho. Abro a mesma porta. Desta vez, sem medo. Com expectativa. Com vontade. Desta vez, quero ver e ser vista. Ser descoberta. Quero gostar. Perder-me, nas fantasias, nas dúvidas, sem encontrar o caminho de volta. Quero sentir. Sentir a sanidade a fugir-me por entre os dedos e o desequilíbrio a instalar-se. Quero. Tudo. Matar a curiosidade e satisfazer o desejo. A saudade, pede isso. Impõe a liberdade. Traduz sentimentos, até agora indecifráveis. Dá-me asas. Efémeras. Menos mal, que as tenho tatuadas no corpo. As borboletas.
1 de março de 2010
Crónicas da mesa do café VIII
Há séculos que não a via. Lá nos sentamos, sem saber bem o que dizer uma à outra. Não sabiamos por onde começar. Queriamos dizer e saber, tudo ao mesmo tempo, contar as novidades e recordar o passado. E havia tanto para contar.
Saudades. Tinhamos realmente saudades de conversar. Ou pelo menos, eu tinha.
Mas o tempo era pouco. Muito pouco. Mal começamos a pôr a conversa em dia. A "vida dos adultos" é muito complicada. Atrapalha. Rouba-nos tempo. E cria afastamentos. Mesmo quando não nos queremos afastar.
Don't be a stranger.
Saudades. Tinhamos realmente saudades de conversar. Ou pelo menos, eu tinha.
Mas o tempo era pouco. Muito pouco. Mal começamos a pôr a conversa em dia. A "vida dos adultos" é muito complicada. Atrapalha. Rouba-nos tempo. E cria afastamentos. Mesmo quando não nos queremos afastar.
Don't be a stranger.
10 de julho de 2008
Crónicas da mesa do café VII
Entusiasmadíssima, não se calava com a sua última paixão, fulminante, com a qual havia sido atingida na noite anterior. A conversa era sempre a mesma: desta é que era, ele era espectacular, tinham tanto em comum, nunca se tinha sentido assim... O costume. Eu, já não a ouvia, não pela repetição de emoções fortes, porque até gosto de a ouvir, mas por algo que tinha sido dito no início da conversa, que me fazia pensar em como a perspectiva que temos das acções, quer sejam as nossas ou as dos outros, é completamente diferente, dependendo das pessoas que as analisam. Só vimos realmente aquilo que queremos e não a totalidade do que se apresenta à nossa frente. Essa visão selectiva tolda-nos o pensamento e a interpretação do momento.
Aquilo que por ela, era encarado como algo nobre e com algum sentido altruísta, para mim, era um meio impróprio para atingir um objectivo inglório e roçava a falta de respeito. Resta agora saber, qual das perspectivas está retorcida, a minha ou a dela...
12 de março de 2008
Crónicas da mesa do café VI
Transportada para um cenário distante e imprevisível, vê-se onde esteve tantas outras vezes. A ideia de ali voltar, tem um gosto agridoce. Entre uma saudade tranquila e fácil de suportar e uma desolação expectável, está perdida e sem saber bem o que sentir.
Incompreensivelmente e de forma repentina, foi levada para algo, parecido com um passado distante e incompleto. Mas o que faltava, faltará sempre, é impossível de recuperar. Sem saudosismos, são momentos irrepetíveis e que estão lá, na caixinha onde foram guardados, assim que se desvaneceram.
Podia ser o seu refúgio, mas optou por não o considerar, quando precisa de fugir do mundo. Mas gosta de deambular por ali, sentir o vento na cara e parar para pensar.
Incompreensivelmente e de forma repentina, foi levada para algo, parecido com um passado distante e incompleto. Mas o que faltava, faltará sempre, é impossível de recuperar. Sem saudosismos, são momentos irrepetíveis e que estão lá, na caixinha onde foram guardados, assim que se desvaneceram.
Podia ser o seu refúgio, mas optou por não o considerar, quando precisa de fugir do mundo. Mas gosta de deambular por ali, sentir o vento na cara e parar para pensar.
5 de janeiro de 2008
Crónicas da mesa do café V

Daqui, consigo ver o que quero e o que não quero. Vejo aquilo que os outros não querem mostrar, mas não conseguem esconder. Vejo aquilo que pensam que ninguém vê, o que acham que passa despercebido. Apercebo-me de pequenos gestos, olhares subtis, expressões quase imperceptíveis.
Arrepio-me com o silêncio abafado, imposto, mas que, me permite ouvir frases soltas, para muitos, sem sentido. Junto as peças, construo o puzzle. Observo, não comento, limito-me a ter percepção daquilo que se passa à minha volta. Não olho, vejo.
Mas, aqui, estou protegida, não me vêem, não me tocam. Este é o meu pedaço de mundo, o meu espaço de isolamento e abstracção. É a minha pequena bolha, o meu perímetro de segurança.
7 de dezembro de 2007
Crónicas da mesa do café IV

Caiu-me uma pestana. Numa daquelas brincadeiras pueris, tive que pedir um desejo.
Daqueles inconfessáveis. Foi aprimeira coisa que me veio à cabeça...
O meu subconsciente obriga-me a viajar, inadvertidamente, por zonas cinzentas e perigosas. Asas que me fazem voar, por sítios recônditos, de difícil acesso e sem retorno possível.
Portas que pensava fechadas e que, afinal, têm uma pequena fresta aberta, por onde posso espreitar e presenciar o que não devo. Entrar sorrateiramente, sem ser vista, para o sentir na pele, arrepiada. Com medo. De ser descoberta, de gostar, de não saber voltar para trás...
A curiosidade, a fantasia, a dúvida, o desejo... Inimigos da sanidade e amantes do equilíbrio...
E, é verdade...a pestana, o jogo... é suposto o meu desejo realizar-se...
10 de novembro de 2007
Crónicas da mesa do café III

Releio aquilo que escreveste pela vigésima vez. Sem exageros. Assumo, sem pudor que, nunca nenhum post me tocou tanto, quanto este teu.
Volto lá uma e outra vez, sempre que essa necessidade impera. E isso acontece tantas vezes...
Revejo-me nas tuas palavras, nos teus sentimentos, na tua forma de encarar a vida, nos teus afectos.
Mas já te o tinha dito.
Rola-me uma lágrima teimosa, cara abaixo. E penso sempre o mesmo “Eu prometi que não chorava”...
Mas, torna-se inevitável. Mesmo que não queira, mesmo que não possa, emociono-me sempre que te (re)leio...
As tuas palavras atravessam o meu coração e chegam rapidamente ao meu cérebro, que as reconhece de imediato, cheias de significado.
Arrepia-me o quanto essas palavras parecem minhas, com a salvaguarda de eu nunca as ter conseguido expressar. Pelo menos, não tão bem quanto tu.
Já as sei quase de cor. As palavras. As tuas.
8 de setembro de 2007
Crónicas da mesa do café II

Sentadas na mesma mesa, do mesmo café, voltamos ao assunto do costume. Oiço-a, como já mais ninguém o faz. Merece esse respeito da minha parte e não a desiludo. Sabe que pode contar comigo, quando não tem mais ninguém. Não sou benemérita, gosto de a ouvir.
Sabe que sou franca e directa, que lhe digo o que penso, mesmo que isso a entristeça. Gosta da minha franqueza, é o seu chamamento á terra, quando começa a divagar.
Por isso gosta que eu a oiça.
A convicção é a mesma, permanece inabalável e não esmorece. De vez em quando, lá sofre um revés, que assume com a naturalidade de quem sabe que não será o ultimo. Sabe que tem de superar momentos dolorosos para atingir o que ela sente ser o ponto alto da sua felicidade. Para mim a felicidade são momentos e não um estado, digo-lhe. Sorri. Se calhar tenho razão, mas não é relevante.
Gosto realmente de a ouvir. É optimista, não se importa de esperar por aquilo que sabe que lhe está destinado. Dá-me forças para lutar.
Não vale a pena dizer-lhe muito. Ajudo-a se, apenas a ouvir.
22 de agosto de 2007
Crónicas da mesa do café I
Com a sua imaginação, era impensável que não começasse a fazer conjecturas.
As hipóteses são muitas, mas já tomou a sua decisão. Formou já, no seu imaginário, o cenário adequado ao filme que quer viver.
Com dúvidas e inquietações dissipadas, está já, preparada para tudo o que possa acontecer.
Optimista, claro está, apesar do seu subconsciente teimar em lhe enviar sinais de alerta.
Sinais esses que ela decidiu ignorar. Acho que ela não quer saber. Tanto lhe faz. Só a possibilidade de estar certa a faz sorrir.
E se não estiver? Não importa. Já esperou tanto, é só voltar à estaca zero e continuar à espera.
Está feliz e nota-se. O seu sorriso ilumina a sala e contagia quem está à sua volta.
Acredita que tudo acontece por um motivo. Acredita que o Universo lhe rege o destino.
Não acredita em Deus.
Para ela, o aval do Universo está dado, o destino está já definido e a sua espera tem todo o sentido.
Sofrer, não creio que sofra mais, mesmo que esteja enganada.
As expectativas já não estão tão altas, está mais tranquila, aprendeu a esperar. Sabe que, no timing certo, terá os seus desejos realizados.
A espera são apenas os preliminares, para que possa viver o seu sonho em pleno. Sabe disso.
Tem a certeza que vai ser feliz. Espero que tenha razão.
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